China não está sob pressão para valorizar moeda, diz BC

XANGAI – O governo da China vai decidir o ritmo da valorização do yuan e o país não está sob pressão externa em relação ao assunto, afirmou o presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Zhou Xiaochuan, nos bastidores da reunião do G-20 – grupo das 20 maiores economias do mundo. O encontro terminou no domingo.

“Nós dependemos majoritariamente do nosso próprio julgamento no momento de fazer ajustes no valor do yuan”, disse Zhou, conforme relato do Oriental Morning Post. “Nós nunca damos atenção especial à pressão de fora”, garantiu. Ao mesmo tempo, Zhou prometeu usar todos os meios disponíveis para combater a inflação, incluindo a taxa de câmbio, de acordo com os relatos.

A China quer internacionalizar sua moeda gradualmente e não houve qualquer mudança na opinião do governo desde que o PBOC anunciou sua política, em 2009, afirmou Zhou, segundo o jornal estatal China Daily. A China tem deixado o yuan se valorizar a uma taxa anual de cerca de 6% sobre o dólar desde junho do ano passado, quando efetivamente encerrou a fixação entre as duas moedas, que durou dois anos, e prometeu tornar o yuan mais flexível. Considerando os diferentes níveis de inflação na China e nos EUA, o yuan tem subido cerca de 10% ao ano diante do dólar, mas autoridades norte-americanas e de outros países dizem que isso não é suficiente.

Após anos de resistência, a China concordou, durante a reunião do G-20, em permitir que a comunidade internacional analise sua política cambial, abrindo caminho para um acordo que estabelece os parâmetros para um sistema de alerta econômico. Hoje, o yuan subiu para 6,5668 por dólar. As informações são da Dow Jones.

Fonte: DANIELLE CHAVES – Agencia Estado

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China, minérios e Brasil

Em todo o processo de exploração mineral no Brasil, a China assumiu um papel-chave: é o maior mercado para produtos brasileiros, figurando em primeiro lugar na pauta de exportações para aquele país o minério de ferro, cujas vendas somaram US$ 13,338 bilhões em 2010. O apetite chinês por commodities tem favorecido a balança comercial brasileira e é um fator essencial na manutenção do superávit comercial. Além disso, a China se credencia também como uma das principais fontes de investimentos no Brasil nos últimos anos. A ofensiva de suas empresas estatais no País já desperta apreensão, especialmente na atividade mineradora, inteiramente desenvolvida pela iniciativa privada no País, e um dos setores mais dinâmicos da economia nacional.

Com as enormes riquezas de seu subsolo, o Brasil atrai cada vez mais investimentos para a mineração, sob estímulo da forte demanda internacional. O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) estima que os investimentos no País nessa área atinjam US$ 64,8 bilhões entre 2010 e 2014, um acréscimo de US$ 2,8 bilhões sobre sua projeção anterior. Dois terços desses investimentos serão destinados à exploração de minério de ferro (US$ 42,3 bilhões), vindo em seguida o níquel (US$ 6,5 bilhões) e a cadeia de alumínio (US$ 5,2 bilhões). Numa avaliação a mais longo prazo, o Programa Nacional de Mineração, lançado há pouco pelo Ministério de Minas e Energia, prevê investimentos privados de US$ 350 bilhões na exploração mineral no País até 2030. Um grande volume desses investimentos deverá ser feito por empresas nacionais, mas a contribuição do capital estrangeiro será também substancial, não sendo previstas quaisquer restrições ou controles, estando o caminho aberto para a China.

Em março do ano passado, a estatal chinesa ECE adquiriu uma jazida de minério de ferro em Sarzedo (MG), com reservas estimadas em 1,3 bilhão de toneladas. Pouco depois, a Wisco Iron & Steel, igualmente estatal, adquiriu 21,5% do capital da mineradora MMX, para fornecimento de minério para a siderúrgica que está sendo construída no Porto do Açu em São João da Barra (RJ). A Wisco, por sinal, adquiriu uma mineradora em Morro do Santana (MG), com reservas estimadas em 750 milhões de toneladas. Já a Honbridge Holdings, que representa estatais chinesas do setor siderúrgico, comprou áreas em Minas e na Bahia com reservas avaliadas em 2,8 bilhões de toneladas de minério.

O fato de todas essas empresas serem controladas pelo Estado gera certo desconforto, mas muitos empresários brasileiros consideram que isso não é tão relevante, uma vez que tais empresas se comportam como quaisquer outras multinacionais. E, afinal, foram grupos privados nacionais que resolveram vender, por preços muito atraentes, as minas que operavam. Seja como for, a presença chinesa na área mineral do País só tende a crescer.
Questionado sobre esse ponto, o presidente do Ibram, Paulo Camilo Penna, disse ser contrário à imposição de restrições ao capital estrangeiro na mineração no Brasil, mas ponderou que “a gente defende o princípio da reciprocidade nas relações”. Penna relatou que empresas brasileiras que pretendiam participar de um centro de distribuição de minério na China não receberam uma negativa formal de Pequim, mas o processo de implantação do centro não prosperou. Ele não explicitou as razões por que o empreendimento não foi adiante, mas é sabido que o governo chinês mantém fechados a estrangeiros setores que considera estratégicos, entre eles o da exploração mineral.

Até agora, o governo brasileiro tem evitado qualquer restrição ao capital estrangeiro, em se tratando de aquisição de jazidas minerais, de terras ou de atividades ligadas ao setor elétrico. Mas este é um tema que deve constar da agenda da presidente Dilma Rousseff na visita que fará à China, em abril. Se não houver um entendimento, o País deve considerar a possibilidade de controlar, em determinadas áreas, investimentos provenientes de países que não dão aos investimentos brasileiros o mesmo tratamento que lhes é assegurado aqui.

Fonte: O Estado de S.Paulo

China supera EUA em supercomputação

SÃO PAULO – A lista dos 500 mais potentes supercomputadores do mundo, publicada esta semana, colocou pela primeira vez os Estados Unidos fora de seu topo.
Agora a China é oficialmente a detentora do mais veloz e poderoso supercomputador do mundo. Apelidado de Thianhe-1A, a máquina chinesa construída pela Universidade de Defesa Tecnológica, em Tianjin, é capaz de atingir a velocidade de processamento de 2.67 petaflops por segundo.

Este desempenho é sensivelmente superior aos 1.75 petaflop por segundo anotados pelo Cray XT5, a supermáquina construída pela Universidade do Tennessee e segunda colocada do ranking.

O Brasil classificou apenas duas máquinas, o supercomputador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), na lista Top 500 (29ª posição) e uma máquina da UFRJ (119º).

A nova organização na lista, do ponto de vista simbólico, é um golpe duro para os americanos, que nunca se viram ameaçados nesse setor. Supermáquinas japonesas ou europeias sempre guardaram uma certa distância, em termos de capacidade de processamento, dos computadores dos Estados Unidos.

Agora, no entanto, a China não só superou os Estados Unidos no topo da lista como sinaliza que suas universidades vão dedicar-se à construção em maior escala de equipamentos de supercomputação para uso interno e para o mercado de exportação.
Em comunicado, a Universidade do Tennessee diz que trabalha para aprimorar o Cray XT5 para as necessidades do Departamento Federal de Energia, dono do equipamento. O Departamento é equivalente, nos Estados Unidos, ao Ministério da Energia no Brasil.

Segundo a universidade americana, o setor de supercomputação passará por aceleradas mudanças nos próximo 5 ou 10 anos com a maior adoção de processadores com múltiplos núcleos trabalhando nas supermáquinas.

Fonte: Info

PIB da China supera o do Japão em 2010

fevereiro 14, 2011 1 comentário

A China superou o Japão como a segunda potência econômica mundial em 2010, com um Produto Interno Bruto (PIB) superior ao do país vizinho no ano passado, anunciou hoje o governo japonês. O PIB do Japão subiu para US$ 5,4742 trilhões, segundo estatísticas publicadas em Tóquio, após leve retração de 0,3% no quarto trimestre. O Governo japonês detalhou que o PIB da China alcançou, por sua vez, o equivalente a US$ 5,8786 trilhões. A economia chinesa superou em 2010 à sua vizinha e se situou atrás apenas dos Estados Unidos.

O Japão era a segunda maior economia do mundo desde 1968. “Diante do bom desempenho do país vizinho, saudamos a rápida progressão da economia chinesa”, declarou Kaoru Yosano, ministro delegado japonês para Política Econômica e Estatística, em coletiva de imprensa. “Isso pode ser a base de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, da Ásia Oriental e do Sudeste”, acrescentou Yosano. Ele informou que deseja “melhorar as relações de amizade entre Japão e China no campo econômico”. A China já registra há anos um índice de crescimento que ronda ou supera os 10%.

Seu PIB aumentou outros 10,3% em 2010. Seu PIB vinha superando o do Japão desde o segundo trimestre, porém, a economia japonesa dispunha de uma sólida vantagem no primeiro trimestre e não era certo que a China tomaria a dianteira no ano de 2010, até a publicação das estatísticas apresentadas hoje. Profundamente afetada pela recessão econômica mundial em 2008 e 2009, a economia de Tóquio se recuperou em 2010, com um crescimento de 3,9%, mas isto não foi suficiente para que Japão conservasse sua segunda posição diante a China, em pleno auge. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão

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China empresta mais aos países em desenvolvimento que o Bird

A China emprestou mais aos países em desenvolvimento que o Banco Mundial (Bird) nos últimos anos, em particular para suprir as necessidades de matérias-primas, informa o jornal Financial Times.

Dois bancos estatais chineses, o China Development Bank e o China Export-Import Bank, concederam empréstimos que alcançaram 110 bilhões de dólares aos países em desenvolvimento em 2009 e 2010, segundo cálculos do jornal.

O Bird financiou projetos de 100,3 bilhões de dólares entre meados de 2008 e meados de 2010, um valor considerado elevado para a instituição, explicado pelo desejo de combater os efeitos da crise financeira.

No momento em que os bancos nos países ricos enfrentavam a falta de liquidez, a China assinou acordos com países produtores para financiar a extração de petróleo e outros recursos naturais, destaca o Financial Times.Acordos petroleiros que incluíam grandes empréstimos foram assinados pelos bancos chineses com Brasil, Rússia e Venezuela, completa o jornal.Outros foram utilizados para financiar a compra de equipamentos para a produção de energia elétrica por uma empresa indiana, para infraestrutura em Gana ou para uma ferrovia na Argentina.

Alguns empréstimos foram feitos em yuanes, como parte de uma política para aumentar o uso da moeda chinesa no exterior.

O Financial Times destaca que alguns empréstimos, com um importante apoio do governo chinês, foram concedidos em condições mais favoráveis que as do Banco Mundial ou outras instituições, enquanto outros foram assinados em condições próximas às normas internacionais.

Os empréstimos do Bird foram concedidos através de duas filiais, o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento e a Corporação Financeira Internacional, que trabalha com o setor privado.

por AFP

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China é oportunidade, não ameaça para o Brasil, diz especialista

O diretor de Pesquisa e cofundador da consultoria inglesa Trusted Sources, Jonathan Fenby, avalia que China deve ser vista como uma oportunidade e não como uma ameaça para o Brasil.

Para ele, uma possível medida do governo brasileiro para conter as importações chinesas seria negativa, sobretudo porque o país asiático se volta cada vez mais para a América Latina. “E o Brasil é a porta de entrada para a região”, disse, após proferir a palestra “Os desafios da China para 2011-12″, realizada ontem pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), com o apoio do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Segundo Fenby, a decisão do Banco do Povo da China de elevar as taxas de juros em 0,25 ponto porcentual (anunciada terça-feira) não será suficiente para controlar a inflação. “É pouco.”

De acordo com Fenby, um dos maiores especialistas em China do mundo, a inflação é hoje o grande risco para o crescimento chinês. “A China sempre teve uma inflação em torno de 2% a 3%, e agora está entre 4% e 5%. O risco está no distanciamento entre a inflação e as expectativas.”

“É possível que o governo adote medidas que podem afetar todo o desenvolvimento da economia chinesa e a demanda. O desafio é saber até onde a China pode crescer antes de precisar de medidas.” Para ele, a China deve crescer de 9% a 10% neste ano.

Fenby disse ainda não acreditar que a China fará alguma mudança em sua política cambial, apesar dos apelos dos Estados Unidos. “Eu acho que a China vai aceitar uma valorização de, no máximo, 3% a 4% na moeda. A China vai argumentar que a inflação está em 5% e não só suportará algo acima de 7% ou 8%.”

Na avaliação dele, as exportações chinesas devem sofrer redução neste ano e as importações terão seu custo elevado por causa da alta nos preços das commodities.

Anne Warth e Leandro Modé – O Estado de S.Paulo

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China atinge novo recorde na produção de ouro

A China, maior produtor mundial de ouro, atingiu em 2010 um novo recorde de 340,88 toneladas, um aumento de mais de 8% – ou cerca de 26 toneladas – em relação ao ano anterior, informou neste domingo a agência estatal chinesa Xinhua.

As principais províncias produtoras do metal precioso no ano passado foram Shandong, Henan, Jiangxi, Yunnan e Fujian, afirmou a Xinhua.

Os chineses chegaram à liderança na produção de ouro em 2007, quando superaram a África do Sul.
A China, como muitos outros países, vê no ouro uma forma de proteção contra riscos financeiros. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão

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